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Dell G15 i7-12700: minha experiência com aquecimento e repaste

Relato real com o Dell G15 i7-12700 esquentando demais, travando e melhorando após a troca do composto térmico.

·6 min de leitura
Artigo completo

Dell G15 i7-12700 esquentando muito: minha experiência e o que mudou após trocar o composto térmico

Introdução

Eu já sabia que o Dell G15 com i7-12700 esquentava bastante por natureza. O problema é que, no meu caso, isso saiu do campo do “normal para notebook gamer” e foi para travamento, congelamento de tela e até reinicialização por temperatura.

No começo, eu até achei que fosse Windows. Formatei, melhorou por um tempo, mas o problema voltou. A partir daí, ficou claro para mim que o gargalo não era software: era temperatura mesmo.

Também vale contextualizar o modelo. Pelas especificações oficiais da linha G15 5520, essa geração usa processadores Intel de 12ª geração, incluindo o Core i7-12700H de 45 W [1].

Minha experiência real com o Dell G15 5520

Na prática, o que eu vivi com esse notebook foi bem frustrante.

Teve momento em que ele simplesmente congelava a tela e só voltava se eu segurasse o botão para desligar. Para mim, isso sempre esteve diretamente ligado ao superaquecimento.

Eu tentei contornar do jeito que dava. Para jogar sem travar, deixava o notebook aberto e de lado, justamente para não obstruir entrada e saída de ar. Mesmo assim, ainda travava às vezes.

E o mais chato: mesmo com a ventoinha em 100% no Dell Command Center, a refrigeração não dava conta.

Quando abri o conjunto térmico, a pasta original estava, nas minhas palavras, “bem seca”. Isso bateu com a minha impressão de que o contato térmico já não estava legal.

Depois da troca do composto, a melhora apareceu:

  • em idle ficou “bem melhor do que antes”
  • continuaram existindo picos rápidos, que eu considerei normais
  • em jogo, continuou quente, mas “melhorou bastante”
  • pelo menos não ficou mais no vermelho como antes

Dados práticos de temperatura e uso

Esses foram os dados que observei no meu uso:

  • Notebook recém-ligado, sem nada aberto além do monitor de temperatura: máximas de 96°C e 92°C em núcleos diferentes.
  • Teste feito com a ventoinha configurada em 100% no Dell Command Center.
  • Ambiente do teste: sala pequena com ar em 26°C.
  • Durante uma partida de LoL, o notebook travou e eu precisei segurar o botão para desligar.
  • Depois da troca, em jogo, a temperatura ainda ficou alta, em torno de 80°C com picos para 90°C, mas melhor do que antes.

O que encontrei ao abrir o notebook

Para acessar o dissipador no G15, eu precisei:

  • desconectar bateria e cabos
  • remover SSD
  • remover placa Wi‑Fi
  • remover memórias
  • tirar a placa-mãe para virar

O conjunto do dissipador/heatpipes foi solto removendo seis parafusos.

Na limpeza, usei:

  • cotonete
  • álcool comum
  • papel toalha

Fiz isso até o cotonete quase não sair mais preto.

O composto térmico que comprei custou cerca de R$ 50 e vinha com 4 g.

Como eu fiz a aplicação

Na minha experiência, o grande diferencial aqui não foi “milagre”, e sim recuperar um contato térmico que parecia comprometido.

Eu prefiro composto mais viscoso, tipo “massinha”, porque a ideia é ele não escorrer para os lados e manter contato mesmo com os ciclos de aquece e esfria.

Escolhi um composto mais rígido e não condutivo, justamente para reduzir risco caso espalhe perto de componentes.

Na aplicação, eu não gosto da clássica “bolinha no meio”. Como o die é retangular, fiz um risco no sentido dele e espalhei para cobrir toda a área.

Cuidados importantes na desmontagem e montagem

Na desmontagem, tem um detalhe importante: o dissipador encosta em outros componentes com thermal pads, então precisa soltar com calma para não rasgar.

Na montagem, apertar os parafusos aos poucos e alternando ajuda a descer o conjunto de forma mais uniforme.

Outra dica prática: passar os fios das ventoinhas por baixo antes de parafusar. Se esquecer isso, pode acabar tendo que desmontar tudo de novo.

Depois de deixar a bateria desconectada, a BIOS pode resetar e a primeira inicialização demorar, ficando só com o Caps Lock aceso por um tempo.

Problemas e limitações

Nem tudo se resolveu, e acho importante deixar isso claro.

  • O notebook travava, congelava a tela e às vezes reiniciava por temperatura.
  • Mesmo parado, sem programas abertos, o processador chegou a 96°C, o que para mim foi completamente anormal.
  • Mesmo com ventoinha em 100%, o sistema de refrigeração não segurava bem os picos.
  • Em jogo, ele travou no meio da partida.
  • A pasta térmica original estava seca quando abri.
  • Aplicar composto muito espesso não é tão simples: ele gruda mais na espátula e dá mais trabalho.
  • Mesmo depois da troca, em jogo ainda trabalha quente, com algo na faixa dos 80°C e picos para 90°C.
  • O processo de troca no G15 é bem complicadinho, porque exige desmontagem profunda e remoção da placa-mãe.

Vale a pena?

Para quem é indicado

  • Para quem já tem um Dell G15 dessa linha e está sofrendo com aquecimento fora do normal.
  • Para quem entende que notebook gamer esquenta, mas quer resolver quando isso já virou travamento.
  • Para quem tem experiência com desmontagem ou pretende levar a alguém que saiba fazer o serviço.

Para quem NÃO é indicado

  • Para quem não quer abrir o notebook nem correr risco de desmontagem complexa.
  • Para quem espera que a troca do composto transforme o notebook em uma máquina fria.
  • Para quem está com problema parecido, mas ainda não confirmou se a causa é realmente temperatura.

Comparação

Dentro da própria linha, o G15 5520 foi oferecido com opções como Core i5-12500H e Core i7-12700H [1]. Na prática, eu colocaria o meu caso assim: esse tipo de configuração fica acima dos modelos mais simples da linha, mas também cobra mais do sistema térmico.

Comparando com versões mais básicas do próprio G15 5520, a plataforma oficial também teve combinações com GPUs como RTX 3050 Ti e RTX 3060, além de diferentes telas e memórias [2]. Então o posicionamento dele é claramente de notebook gamer intermediário para cima, não de entrada.

Já olhando para modelos mais avançados, a própria família G15 5520 apareceu em variantes com GPUs superiores em listagens e reviews externos, o que mostra que existe uma escada acima dentro da mesma geração [3].

O ponto é simples: quanto mais alto o desempenho esperado, mais importante fica o acerto térmico. No meu uso, o problema não era falta de potência bruta, e sim a temperatura atrapalhando a estabilidade.

Conclusão

Minha conclusão é bem direta: o Dell G15 com i7-12700 pode entregar desempenho, mas no meu caso o aquecimento passou do aceitável e virou problema real de uso.

Travar com o notebook parado ou no meio de partida não é algo que eu considero normal.

A troca do composto térmico melhorou de verdade. Não fez milagre, não deixou o notebook gelado, mas reduziu o cenário crítico e trouxe o comportamento para algo mais controlado. Para mim, já valeu por isso.

Se você tem esse notebook e está vendo sintomas parecidos, eu começaria olhando a parte térmica com bastante atenção antes de sair culpando Windows ou qualquer outra coisa.

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