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Dell G15 i7 RTX 3060: minha experiência real após 2 meses

Veja como foi a experiência real com o Dell G15 i7 RTX 3060 em jogos e edição, com pontos fortes, limitações e se ainda vale a pena.

·7 min de leitura
Artigo completo

Dell G15 i7 com RTX 3060: review real após 2 meses de uso

Introdução

Depois de dois meses usando o Dell G15 i7 com RTX 3060 no dia a dia, eu posso dizer que ele me surpreendeu mais do que eu esperava. Principalmente porque, sendo notebook, ele entrega uma sensação de desempenho que eu normalmente associaria a máquinas maiores.

O foco aqui é bem simples: contar como foi a minha experiência real jogando e editando vídeo, sem floreio.

E já adianto uma coisa: ele tem qualidades muito fortes, mas também cobra seu preço em peso, temperatura e autonomia.

Na época da compra, foi a opção mais competitiva em preço dentro da proposta que eu queria. E isso pesa bastante quando a gente olha o pacote como um todo.

Experiência real com o Dell G15 i7 RTX 3060

O que mais me chamou atenção nesse Dell G15 foi o conjunto. Não é só a RTX 3060 ou só o i7: no uso real, ele passa uma sensação de notebook parrudo, feito para entregar desempenho de verdade.

A tela foi um dos pontos que mais me agradaram. Para mim, ela é facilmente um dos maiores destaques do produto.

Ter painel Full HD com 165 Hz e 100% sRGB faz diferença tanto em jogo quanto em edição, porque entrega:

  • imagem bonita
  • cores vivas
  • fluidez muito boa

Em outras palavras: não é aquela tela “ok para quebrar galho”. Ela realmente valoriza a experiência.

No uso com jogos pesados, a impressão foi muito positiva. Eu rodei títulos exigentes e o notebook segurou bem em Full HD, inclusive com presets altos ou no máximo em vários casos.

Foi aquele tipo de experiência que me fez pensar: “caramba, isso aqui está entregando perto de máquina maior”.

Também gostei do teclado RGB por zonas. Pode parecer detalhe para muita gente, mas é um diferencial legal para quem curte personalização. Além disso, ele é confortável tanto para digitar quanto para jogar.

O touchpad também é bom, preciso e confortável, embora no meu uso ele tenha ficado mais como recurso de emergência.

Agora, nem tudo são flores. O notebook é pesado, a fonte de 240 W é grande, e isso afeta bastante a mobilidade.

Além disso, a CPU encostando em 100°C em jogos pesados é o tipo de coisa que chama atenção — e não de um jeito positivo.

Então, apesar de eu ter gostado bastante da experiência geral, ele é claramente um notebook para usar mais perto da tomada e com foco em performance.

Dados práticos de uso e desempenho

  • Estou usando o Dell G15 i7 RTX 3060 há dois meses, tanto para jogos quanto para edição de vídeo.
  • Todos os testes foram feitos em Full HD, com gravação pelo próprio notebook via aplicativo da Nvidia, o que gerou perda de cerca de 5 a 15 FPS nos resultados.
  • No SSD NVMe de fábrica, medi cerca de 5 GB/s de leitura e entre 1.700 e 2 GB/s de escrita.

Desempenho em jogos

  • Forza Horizon 5: rodou no Ultra com média de 87 FPS e no Extremo com média de 37 FPS.
  • Death Stranding: no máximo, ficou em torno de 150 FPS, limitado pelo próprio jogo.
  • A Plague Tale: Requiem: rodou no máximo, sem Ray Tracing, com média de 80 a 90 FPS, caindo para 60 FPS em cenas mais pesadas.
  • Warzone: no extremo ficou na faixa de 70 a 80 FPS, com a CPU chegando a 100°C e a GPU em cerca de 80% de uso.
  • Microsoft Flight Simulator: no Ultra ficou entre 49 e 50 FPS, subindo para 60 a 70 FPS com ajustes gráficos.
  • Gears 5: rodou no máximo entre 120 e 150 FPS.
  • Valorant: em configuração competitiva, variou de 160 a 400 FPS, estabilizando perto de 200 FPS.
  • League of Legends: começou em 500 FPS e depois estabilizou, com CPU entre 70 e 80°C e GPU em 50°C.

Bateria

  • Cerca de 2 horas jogando.
  • Até 2,5 horas em uso leve.

Pontos diferenciais do Dell G15

  • Tela Full HD de 165 Hz com 100% sRGB, que para mim é um dos maiores diferenciais do modelo.
  • Teclado RGB em quatro zonas nas versões com i7 ou i9, com boa personalização.
  • Porta Thunderbolt 4/USB-C com uso como DisplayPort via adaptador, ampliando as opções de conexão [1].
  • SSD NVMe de fábrica muito rápido no uso prático.
  • Estrutura robusta, com sensação de durabilidade, mesmo sendo toda em plástico.
  • Desempenho forte não só para jogos, mas também para edição de vídeo.

Problemas e limitações

  • É pesado, com cerca de 2,5 kg, e a fonte de 240 W também é grande e incômoda para transportar.
  • A CPU i7-12700H chega facilmente a 100°C em jogos pesados.
  • A bateria é fraca para um uso longe da tomada: cerca de 2 horas em jogos e até 2,5 horas em uso leve.
  • O modo G aumenta a rotação das ventoinhas, mas no meu uso não trouxe ganho real em jogos pesados.
  • A webcam HD é básica e serve mais para uso simples.
  • O acabamento é todo em plástico, sem aquela sensação mais premium.
  • A assistência básica via Correios pode ser um ponto negativo para quem valoriza suporte mais prático.

Vale a pena?

No meu uso, sim — mas com ressalvas bem claras.

Se a prioridade for desempenho real em notebook, o Dell G15 entrega muito bem. Ele se destaca pela tela, pela força em jogos em Full HD e pela capacidade de também atender bem em edição de vídeo.

Por outro lado, ele cobra esses pontos fortes em peso, temperatura e autonomia.

Para quem é indicado

  • Quem quer um notebook gamer forte para jogar em Full HD com qualidade alta.
  • Quem também trabalha com edição de vídeo e quer uma tela melhor que a média.
  • Quem prioriza desempenho e custo-benefício acima de portabilidade.
  • Quem vai usar o notebook majoritariamente perto da tomada.

Para quem não é indicado

  • Quem precisa de muita mobilidade no dia a dia.
  • Quem se incomoda com notebook pesado e fonte grande.
  • Quem quer boa autonomia de bateria.
  • Quem procura acabamento mais premium ou temperaturas mais tranquilas.

Comparação

Comparando com modelos mais simples da própria categoria gamer, o Dell G15 se destaca principalmente pela tela e pelo nível de desempenho que entrega.

Na prática, ele vai além daquele notebook gamer de entrada que roda tudo “no médio” e já entra numa faixa bem mais confortável para Full HD, inclusive em jogos pesados.

Em relação a modelos mais avançados, eu vejo este Dell G15 como uma opção mais equilibrada para quem quer muita performance sem necessariamente subir para linhas mais caras.

Ele não me passa a proposta de notebook premium ou ultrafino; a ideia aqui é outra: entregar potência, tela forte e um pacote competitivo. Inclusive, ele traz recursos como Thunderbolt 4, HDMI 2.1 e RJ45 [1][2], o que ajuda bastante na versatilidade de uso.

Também vale citar que o modelo conta com 16 GB DDR5, SSD NVMe de 512 GB, webcam HD, Wi‑Fi 6 e bateria de 86 Wh na configuração descrita [2].

Isso ajuda a entender melhor o posicionamento dele: é um notebook gamer parrudo, com foco claro em desempenho e conectividade, não em leveza.

Conclusão

No fim das contas, minha experiência com o Dell G15 i7 RTX 3060 foi positiva. Ele me entregou um desempenho muito forte em jogos e edição, uma tela excelente e um pacote que, na época da compra, fazia bastante sentido pelo preço.

Ao mesmo tempo, eu não ignoraria os pontos fracos: ele é pesado, esquenta bastante em carga alta e depende muito de tomada.

Então eu resumiria assim: se a sua prioridade é performance real em notebook e você aceita esses compromissos, ele faz bastante sentido.

Se você está olhando esse modelo hoje, eu diria para prestar atenção principalmente no preço e no seu tipo de uso. Se ele encaixar no que você precisa, continua sendo um notebook bem interessante.

Referências

  1. Manual Dell G15 5511 - portas externas
  2. Ficha do Dell G15 i7 12700H RTX 3060
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