Cooktop Dako Supreme 4 bocas: bonito e firme, mas com um erro importante
Review do cooktop Dako 4 bocas após 1 ano e meio de uso: pontos fortes, limitações da tripla chama e se ainda vale a pena.
Cooktop Dako 4 bocas: review após 1 ano e meio de uso
Introdução
Comprei esse cooktop Dako muito pela combinação que ele entregava no papel e, principalmente, pela aparência. Pelas fotos ele já parecia bonito e, depois de instalado, continuou me agradando visualmente.
Além disso, a marca Dako me passou confiança por ser antiga e conhecida no mercado brasileiro de fogões. Depois de 1 ano e meio de uso frequente, já dá para falar com mais segurança sobre o que realmente valeu a pena e o que, no dia a dia, me incomodou bastante.
No geral, ele é um cooktop 4 bocas com mesa de vidro temperado, trempes individuais de ferro fundido, acendimento superautomático e 1 queimador tripla chama [1]. Mas a experiência real não é tão simples quanto a ficha técnica faz parecer.
Minha experiência real com o cooktop Dako
Depois de 1 ano e meio usando esse cooktop com frequência em casa, a minha impressão é bem clara: ele continua resistente e não quebrou. O acendimento também segue funcionando normalmente, naquele esquema de “aperta e gira” para acender.
O que mais me agradou no uso real foram as trempes. Elas são firmes, pesadas, passam segurança e seguram bem a panela. Para mim, esse é um dos maiores acertos do produto.
Não fica aquela sensação de panela escorregando ou “virando”. E isso faz diferença todo dia.
A parte estética também continua sendo um ponto positivo. Eu comprei porque achei bonito, e instalado ele realmente ficou bonito. Tem um desenho que chama atenção e um formato que visualmente parece ter personalidade.
Agora, o ponto que mais mudou da expectativa para a prática foi a tripla chama. Sinceramente, ela deixou de ser um motivo de compra e virou mais um problema.
Em panela menor, o fogo “fica em volta” e pega onde não deveria. Em vez de ajudar, acaba atrapalhando. Foi exatamente aquele caso de algo que parece diferencial na loja, mas no uso cotidiano não funcionou tão bem para mim.
Dados práticos do uso
- Tempo de uso: 1 ano e meio, com uso frequente em casa.
- Configuração: 4 bocas, sendo 3 queimadores de 1,65 kW e 1 tripla chama de 3,25 kW [1].
- Trempes: individuais, de ferro fundido, com 4 pontos de apoio [1].
- Acendimento: superautomático [1], e no meu uso continuou funcionando normalmente após esse período.
- Medidas do produto: 58 x 12 x 46 cm.
- Nicho indicado: 51 x 20 x 34,5 cm [1].
- Uso no dia a dia: também uso para coisas simples, como fazer café direto no cooktop.
- Teste com panela menor na tripla chama: o fogo sobra para fora e pega na parte cromada, não só no fundo.
- Teste com panela de inox com fundo triplo: o fogo também sobra para fora, com risco de estragar a panela.
- Teste com frigideira: perto da boca grande, a falta de espaço pode deixar a frigideira torta e até pegar fogo na pintura.
- Limpeza: mesmo tendo sido limpo cerca de uma semana antes da gravação, o vidro ainda mostrava marcas e sujeira com facilidade.
Pontos positivos
Trempes firmes e estáveis
O maior destaque, para mim, são as trempes de ferro fundido. Elas realmente são firmes, pesadas e estáveis no uso real.
Além disso:
- têm apoio emborrachado;
- ajudam na estabilidade das panelas;
- passam sensação de segurança no uso diário.
Visual bonito
O visual foi um dos motivos da compra e continua agradando depois de instalado. Na época, achei uma combinação difícil de encontrar: cor específica, 4 bocas, tripla chama e trempes firmes.
Recursos que ajudam no dia a dia
- Botões removíveis e queimadores selados ajudam na proposta de limpeza do produto [1].
- A conversão de gás é oferecida gratuitamente se solicitada em até 90 dias após o recebimento [1].
Problemas e limitações
Tripla chama decepcionou no uso real
A tripla chama é grande demais para panelas menores e, no meu uso, isso virou um ponto negativo.
Na prática:
- parte do fogo sobra para fora do fundo da panela e pega na parte cromada;
- o calor se dispersa;
- o cabo esquenta;
- isso não necessariamente acelera o preparo em panelas menores.
Distribuição das bocas atrapalha
Para mim, a boca grande é mal posicionada na frente. Eu acharia muito melhor se ela ficasse atrás.
Isso porque:
- quando uso panela grande na tripla chama, falta espaço;
- isso atrapalha usar as outras bocas ao mesmo tempo;
- dependendo da frigideira e da posição, ela pode ficar torta;
- pela proximidade, a pintura pode até pegar fogo.
Vidro marca com facilidade
O vidro marca e suja com facilidade, então exige limpeza frequente para continuar com boa aparência.
Apesar de a mesa de vidro ser vendida como prática de limpar [1], na prática ela também evidencia bastante respingo e marca de uso.
Vale a pena?
Para quem é indicado
- Quem valoriza muito visual e quer um cooktop bonito na cozinha.
- Quem faz questão de trempes firmes e estáveis.
- Quem usa bastante panelas menores nas bocas comuns e deixa a tripla chama mais como opção eventual.
- Quem quer um modelo 4 bocas com acendimento superautomático e estrutura conhecida da marca [1].
Para quem não é indicado
- Quem pretende usar a tripla chama o tempo todo no dia a dia com panelas menores.
- Quem costuma cozinhar com várias panelas ao mesmo tempo e precisa de melhor aproveitamento de espaço.
- Quem se incomoda com vidro marcando fácil.
- Quem espera que a tripla chama, sozinha, seja sinônimo de praticidade em qualquer situação.
Comparação
Comparando com modelos mais simples, o grande salto aqui está nas trempes de ferro fundido, no acabamento e na proposta mais caprichada. Para mim, isso pesa bastante, porque estabilidade de panela não é detalhe. Em cooktop mais barato, esse costuma ser justamente um dos pontos mais fracos.
Por outro lado, quando comparo com modelos mais avançados ou maiores da própria categoria, eu começo a sentir a limitação de espaço e de distribuição das bocas.
Na prática, esse é um 4 bocas com tripla chama pensado para entregar apelo visual e potência no papel, mas nem sempre a disposição favorece o uso simultâneo mais pesado.
Eu resumiria assim:
- está acima dos modelos básicos em acabamento, trempes e presença visual;
- para quem cozinha bastante e usa panelas grandes com frequência, pode fazer mais sentido olhar opções mais avançadas ou com outra distribuição de queimadores.
A própria Dako posiciona esse modelo como 4 bocas com tripla chama, mesa de vidro, trempes robustas e botões removíveis [1], enquanto versões maiores da linha oferecem mais área útil e outra proposta [2].
Conclusão
Depois de 1 ano e meio, minha visão sobre esse cooktop Dako é bem objetiva: ele é bonito, resistente, tem trempes excelentes e passa sensação de produto firme. Isso eu realmente gostei.
Mas também acho importante falar sem enrolação que a tripla chama, no meu uso, decepcionou. E a posição da boca grande atrapalha mais do que ajuda em algumas situações.
Então não é aquele caso de produto ruim — longe disso. É mais um produto com qualidades muito claras e defeitos práticos que você precisa considerar antes de comprar.
Se o seu foco for estabilidade das panelas, visual e uso mais comum nas bocas menores, ele pode agradar bastante. Agora, se você quer máxima praticidade com panelas grandes e uso intenso de várias bocas ao mesmo tempo, eu pensaria com mais calma.

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